Formações Clínicas
Apresentação
As Formações Clínicas do Fórum do Campo Lacaniano se propõem ao ensino, pesquisa e transmissão da psicanálise. Instauradas na/pela história do “Movimento dos Fóruns” , as Formações Clínicas seguem a proposta de Lacan no que tange à psicanálise em extensão e à psicanálise em intenção. Uma solidariedade que implica, por um lado, a permanência dos Fóruns como espaços abertos ao debate com outros campos do saber e, por outro, declara sua pertinência na sustentação do discurso do psicanalista a partir de sua formação, que não prescinde da referência ao permanente.
A teoria viva e, por consequência, a inscrição no estudo e na pesquisa da prática da psicanálise é aquilo que se oferta ao participante das Formações, que, ao longo do percurso em que “algo de si” tenha presença e, nos moldes da estrutura do chiste e conforme nos ensinam Freud e Lacan, faz com que algo passe. Eis a transmissão, que não dispensa a experiência de cada um na psicanálise, já que tomar a palavra é condição necessária para que a teoria seja cuspida.
Entusiasmo com o trabalho é no que apostamos, não sem a questão que se insinua permanentemente: o que temos a oferecer aos que se aproximam da psicanálise, bem como para aqueles que já se encontram nessa aventura?
Módulos
Segundas-feiras
Leitura e Comentários sobre a Práxis Psicanalítica
Segundas-feiras, 18h15 às 20h
Participação: exclusivamente presencial
Coordenação: Miriam Ximenes Pinho-Fuse
Colaboração: Juliana Agnes de Mello Souza
Ensinantes: Ana Lúcia Girardi, Bruno Turra, Caroline Mortagua, Cibele Barbará, Fábio Franco, Geni Lobato Gentil, Isabel Napolitani, Marina Graminha Cury
Cronograma:
Março
Análise da fobia de um garoto de cinco anos: “O pequeno Hans” (1909)
Abril
O delírio e os sonhos na “Gradiva” de W. Jensen (1907)
Maio
Tipos de adoecimento neurótico (1912)
Junho
As fantasias histéricas e sua relação com a bissexualidade (1908)
Agosto
Comunicação de um caso de paranoia que contradiz a teoria psicanalítica (1915)
Setembro
O infamiliar (1919)
(acrescido de O Homem da Areia de E. T. A. Hoffmann)
Outubro
Uma neurose do século XVII envolvendo um demônio (“A história do pintor Christoph Haitzmann”) (1923)
Novembro
Moisés e o monoteísmo (1934-1938/1939)
Leitura Crítica de Casos Clínicos em Psicanálise
Segundas-feiras, semanal, das 20h15 às 22h
Participação: modo híbrido
Coordenação: Leonardo Assis e Luciana Guarreschi
Ensinantes: Beatriz Oliveira, Christian Dunker, Clarissa Metzger, Daniele Salfatis, Maria Lívia Tourinho, Maria Luiza Jatobá e Viviana Venosa
Cronograma:
Março
Apresentação de pacientes (Jacques Lacan)
Abril
Experiência Emocional Corretiva (Margaret Little)
Maio
O homem dos miolos frescos (Ernst Kris)
Junho
O homem cão (Ella Sharpe)
Agosto
Psicanalisar (Serge Leclaire)
Setembro
O caso Dick (Melanie Klein)
Outubro
O caso Aimée (Jacques Lacan)
Novembro
Biografia de Joyce (Richard Ellmann)
Quintas-feiras
Os Escritos Técnicos de Freud
Quintas-feiras, semanal, das 18h15 às 20h
Participação: exclusivamente presencial
Coordenação: Maria Célia Delgado de Carvalho
Colaboração: Eveline Hauck
Ensinantes: Carlos Eduardo Meirelles, Mariana Angelini, Maria Claudia Formigoni, Maria Laura Silvestre, Patrícia Leite, Paulo Rona, Ronaldo Torres e Samantha Abuleac
Cronograma:
Março
A questão da análise leiga (1926)
Abril
Caminhos da Terapia psicanalítica (1918)
Maio
Inibição, sintoma e angústia (1927)
Junho
Dostoievski e o Parricídio (1928)
Agosto
Bate-se em uma criança (1918)
Setembro
Construções em análise (1937)
Outubro
Análise Finita, análise infinita (1937)
Novembro
Esboço de psicanálise (1940)
Lacan, da técnica à ética
Quintas-feiras, semanal, das 20h15 às 22h
Participação: modo híbrido
Coordenação: Ivan Ramos Estevão
Ensinantes: Adriana Grosman, Ana Laura Prates, Ana Paula Pires, Glaucia Nagem, Gonçalo Galvão, Luciana Guarreschi, Sandra Leticia Berta e Tatiana Assadi
Cronograma:
Março
Lacan, J. (1960) O Seminário Livro X: A Angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. Caps. X e XI
Abril
Lacan, J. (1964) O Seminário Livro XI: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise. Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 1988. Caps. XIX e XX.
Maio
Lacan, J. (1964-1965) O Seminário Livro XII: Problemas Cruciais. Caps. sobre o Licorne, Le suje dans ses rapports au signifiant et à l’objet petit a, principalmente as lições de 27 de janeiro 1965 e 24 de março de 1965.
Junho
Lacan, J. (1959-1960) O Seminário, Livro VII: A ética da psicanálise. Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 1988. Caps. I e XXIV.
Agosto
Lacan, J. (1965-1966) Seminário, Livro XIV: A Lógica do Fantasma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2024. Capítulos XX e XXI.
Setembro
Lacan, J. (1967-1968) O Seminário Livro XV: O Ato Analítico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2025. Caps. XI, XII, e XIII e Diretivas.
Outubro
Lacan, J. (1973) O Aturdito. Outros Escritos: Jorge Zahar, 1998.
Novembro
Lacan, J. (1974-1975) O Seminário Livro XXIII: O Sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. Cap. X.
Redes de Pesquisa
As redes de pesquisa pertencem às Formações Clínicas do FCL, e são definidas junto à Comissão de FCCL. A coordenação destas redes é feita por membros de Fórum, enquanto as redes são compostas pelos participantes inscritos nas formações clínicas, assim como por membros de Fórum, que juntos com a coordenação, trabalham ativamente na construção das pesquisas e seus resultados.
Assim, essas redes constituem campos de trabalho coletivo, desenvolvendo pesquisas no âmbito da psicanálise lacaniana, e envolvem a psicanálise, sua clínica, sua teoria e interfaces com outros saberes.
Segundas-feiras
O despertar da adolescência: uma questão para a psicanálise?
Coordenação: Ana Lúcia Girardi e Gonçalo Moraes Galvão
Segunda e quarta segunda-feira do mês, das 10h30 às 12h
Neste ano de 2026 esta rede tomará como ponto de desenvolvimento fundamental a seguinte questão: é possível pensar em uma especificidade na clínica psicanalítica com adolescentes? Para extrair aquilo que poderá decorrer desse questionamento os caminhos poderão passar por vários lugares de escuta e de pesquisa: da clínica propriamente dita aos encontros institucionais ou judicializados, da arte aos mitos, lendas e produções cinematográficas e televisivas, além de autores da própria psicanálise que nos ajudam a flexionar tal temática.
Modalidade: Hibrida
Início: 09 de março
Diagnosticar em psicanálise
Coordenação: Glaucia Nagem de Souza e Sandra Leticia Berta
Primeira e terceira segunda-feira do mês, das 10h às 12h
A Rede de Pesquisa Diagnosticar continua a pesquisar a questão do diagnóstico em psicanálise na passagem do modal ao nodal. Daremos continuidade ao estudo do Seminário 24: “L´insu…”, leitura que iniciamos no segundo semestre de 2025 e que pretendemos continuar ao longo do ano de 2026.
Modalidade: presencial (on-line exceção para colegas que estão fora de SP)
Requisitos de participação: Fazer a entrevista de FCCL
E-mail de contato: bertas@uol.com.br , glaucia.nagem@uol.com.br
Início: 02 de março
As articulações de Lalíngua na obra de Lacan
Coordenação: Glaucia Nagem de Souza e Lucília Maria Abrahão e Sousa
Mensal, das 10:15h às 12h
Temos por objetivo investigar o estatuto de lalíngua nas formalizações de Lacan em vários seminários a partir do Seminário 19. Também iremos acompanhar os passos dele no manejo desse conceito na articulação com os registros de Real, Simbólico e Imaginário.
Modalidade: online
Requisitos de participação: Fazer a entrevista de FCCL
E-mail de contato: luciliamasousa@gmail.com e glaucia.nagem@uol.com.br
Início: 23 de março
Psicanálise e infância
Coordenação: Maria Claudia Formigoni e Maria Laura Cury Silvestre
Semanal, das 14h30 às 16h
A rede seguirá com a construção do caminho iniciado em 2024, sustentando a pesquisa teórica desdobrada em duas frentes interligadas, a saber “Do sujeito ao falasser” e “Autismo e psicanálise”, e sua extensão “A infância em redes”, tendo a clínica como articulador.
Modalidade: presencial (on-line exceção para colegas que estão fora de SP)
E-mails de contato: mclaudiaformigoni@gmail.com, mlcsilvestre1@gmail.com
Início: 02 de março
Lógica e poética
Coordenação: Ana Paula Gianesi e Conrado Ramos
Primeira e terceira segunda-feira do mês, das 14h30 às 16h
Pretende-se continuar o percurso iniciado no segundo semestre de 2025 sobre a lógica e a poética da clínica dos nós e trabalhar as relações entre corpo, poesia e dança/performance a partir da tese de pós-doutorado da Ana Paula Gianesi. Paralelamente, dar-se-á, ao longo do ano, espaço às pesquisas dos participantes das redes.
Requisitos de participação: a rede seguirá fechada apenas para os atuais participantes.
E-mail de contato: minimascene@yahoo.com
Início: 02 de março
Rede de Pesquisa Fundamentos da Clínica e Formalização
Coordenação: Helena Bicalho
Colaborador: Jair Abe
Mensal, das 16 às 17:30h
Em 2026 prosseguiremos a articulação entre o Seminário X A angústia e o Seminário XX Mais,ainda, investigando os vários momentos de formalização de Lacan sobre a angústia na clínica psicanalítica.
Modo on line, Plataforma Zoom
Datas: 9/3; 6/4; 4/5; 8/6; 14/9; 5/10; 9/11
Em agosto não haverá atividade na rede de pesquisa.
Psicanálise e feminilidade
Coordenação: Adriana Grosman, Luciana Guarreschi
Colaboração: Beatriz Almeida
Segunda e quarta segunda-feira do mês, das 16 às 17h30h
Tema do ano: A lógica não-toda fálica e a direção de uma análise.
A proposta de 2026 é continuar a leitura do Seminário: “Mais ainda”, evidenciando a íntima relação das fórmulas da sexuação com o discurso do analista, logo com a direção de uma análise, para circunscrever o que é a feminilidade em Lacan. Não o feminino, não o feminismo, ainda que com eles, mas a feminilidade que resiste a se inscrever como saber.
Modalidade: híbrida.
Início: 09 de março
Terças-feiras
Psicanálise, educação e cultura
Coordenadores: Rodrigo Pinto Pacheco e Vinícius Costa
Quinzenalmente, das 20h15 às 22h
Proposta: Articular a psicanálise em intensão e extensão no âmbito da atuação das instituições educacionais e, de forma específica, problematizar modos de intervenção nestes espaços que sejam fundamentados pela psicanálise e pela cultura.
Contatos: Rodrigo Pacheco (2727hpfc@gmail.com), Vinícius Costa (viniciuscosta@dr.com)
Início: 03 de março
Quartas-feiras
Corpo-Arte-Tecnologia
Coordenadores: Ana Laura Prates e Roberto Propheta
Quinzenalmente, 8h
Propomos seguir aprofundando a investigação sobre as incidências da tecnologia e das formas contemporâneas de virtualização do corpo sobre a experiência do imaginário e do laço social, em interlocução com os artistas e pesquisadores da tecnologia, e pensar em suas implicações para o campo do inconsciente, no eclipse das fronteiras entre o orgânico e o inorgânico.
Modalidade: híbrida
Contato: betopropheta@gmail.com
Início: 04 de março
Psicanálise e saúde pública
Coordenação: Raul Albino Pacheco e Rodrigo Pinto Pacheco
Segunda e quarta quarta-feira do mês, das 20h às 22h
“A Psicopatologia e as categorias clínicas da Psicanálise” (parte 5). Questão de pesquisa: A tese do sintoma como suplência à foraclusão da relação sexual, no final do ensino de Lacan, implica em se pensar o Édipo como o sintoma de uma época histórica em esvaecimento? Isso convoca a repensar a tríade diagnóstica (neurose, perversão, psicose) do percurso anterior?
Modalidade: híbrido (presencial para participantes em São Paulo e online para os de outras cidades).
Contato: raulpachecofilho@uol.com.br
Início: primeiro semestre 11/3 – segundo semestre 12/8
Seminários
“Aqueles que puderem interrogar-se sobre o que nos guia, desvendaremos sua razão. O ensino da psicanálise só pode transmitir-se de um sujeito para outro pelas vias de uma transferência de trabalho”.
Eis a proposta de Lacan para os Seminários de Escola, que orienta o princípio e a função desses espaços no trabalho de formação e transmissão da psicanálise. Em continuidade, reunimos as propostas dos Membros de Escola que participam do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo e que oferecem seus seminários para o ano de 2025, contribuindo com a elaboração e o avanço da experiência analítica em nossa comunidade.
Segundas-feiras
Seminário-Oficina de Topologia
Coordenadora: Glaucia Nagem
Mensal, na 2a segunda-feira do mês, das 8h30 às 10h30
O Seminário Oficina de Topologia tem como objetivo investigar junto a seus participantes qual a relação da topologia com a clínica na obra de Lacan. Em 2026 seguiremos o que iniciamos no ano anterior, qual seja, O Toro: da superfície aos nós. Seguiremos com as referências ao Toro como “a razão do nó”, como é dito a partir do seminário Encore. O nome “Oficina” orienta para o desafio de fazermos os nós materialmente durante o seminário para depois escrê-lo, seguindo a dica de Lacan no seminário Sinthome de que “é preciso passar de fazê-lo para escrevê-lo”.
Modalidade: presencial
Início: 09 de março
Um estudo sobre a invenção de Lacan: o objeto a
Coordenadora: Sandra Berta
Primeira e terceira segunda-feira do mês, das 8:30 às 10h
No biênio 2026-2027, faremos a leitura comentada do Seminário, livro 21, de Jacques Lacan, Os não-tolos erram / Os nomes do pai (1973-1974), orientados pela pergunta sobre a função do objeto a, na passagem do modal ao nodal. Conceitos e noções tais como inconsciente, saber, verdade, desejo e gozo serão retomados para serem enodados borromeanamente, ou não, nos 3 registros (RSI) O enodamento traz novos aportes a esses conceitos e noções? Como incidem na clínica psicanalítica? Quais aportes trazem ao constructo sobre o objeto a nesse momento do seu ensino? São essas as questões que manteremos em aberto e iremos respondendo nesse percurso.
Bibliografia:
- Lacan, Le Seminaire, livre 21, Le non-dupes errent, 1973-1974, Staferla
- Lacan, O Seminário, livro 21, Os não-tolos erram / Os nomes do pai , Tradução e organização Frederico Denez e Gustavo Capovianco Volaco, Editora Fi. // Temos outra edição em português, sem indicação dos tradutores, sendo a primeira que circulou no FCL-SP.
- Lacan, El Seminario de Jacques Lacan, Libro 21 Los no incautos yerran – los nombresdel padre, Documento de uso interno, Editado por Jakinmina, FCL, España.
Modalidade: híbrida
Início: 2 de março
Lendo Lacan
Coordenador: Gonçalo Moraes Galvão
Primeira e terceira segunda-feira do mês, das 10h30 às 12h
Neste ano de 2026 daremos continuidade à proposta já estabelecida no ano anterior, ou seja, prosseguiremos com a leitura cronológica dos seminários de J. Lacan, a fim de extrair as consequências de ordem teórico-clínica que se postulam.
Modalidade: híbrida
Início: 02 de março
Sociedade heterocis-patriarcal-colonial, críticas feministas e psicanálise
Coordenadora: Ana Paula Lacorte Gianesi
Colaboração: Conrado Ramos
Primeira e terceira segunda-feira do mês, das 16h às 17h30
Daremos andamento aos nossos esforços de revisão das fórmulas da sexuação. Seguiremos com a crítica a alguns dos fundamentos da psicanálise, com ênfase à noção de universal, ao falocentrismo e à epistemologia da diferença sexual binária. Ainda nesses meandros, adensaremos os debates sobre o corpo, a partir das (des)construções feministas, queer e descoloniais e antirracistas.
Modalidade: híbrida
Contato: minimascene@yahoo.com
Início: 02 de março
As ressonâncias (poéticas) da palavra: Lacan e o Japão I
Coordenadora: Miriam Ximenes Pinho-Fuse
Mensal, na quarta segunda-feira do mês, das 14h30 às 16h
As aproximações entre o fazer [poieîn/ποιεῖν] do poeta e a práxis do analista me interrogam, há algum tempo, desde um pendor particular pela letra literária, mas qual poética nos conviria? Ou de que modo o fazer do poeta e suas condições poderia inspirar os analistas? Para este ano, considerando a escrita [poética] chinesa em seus efeitos sobre a língua [poética] japonesa, trataremos os textos de Lacan referentes ao Japão, partindo de “Lituraterra”, com a participação de convidados da comunidade japonesa sobre escrita, arte, literatura e cultura espiritual.
Modalidade: presencial
Contato: miriampinho@yahoo.com
Início: 23 de março
Escrita e psicanálise
Coordenadora: Fernanda Zacharewicz
Mensal, na terceira segundas- feira dos mês, das 16h15 às 18h
Em 2026, daremos continuidade a montagem do grafo do desejo acompanhando as lições do seminário 5, “As formações do inconsciente” e a obra Fausto de Goethe.
Modalidade: híbrida
Quintas-feiras
A obra de Jacques Lacan
Coordenador: Christian Dunker
Depois de um semestre investigando o que se poderia pensar como uma estética dos afetos em psicanálise, cuja inflexão nos levou ao tema do estilo de Lacan no Brasil e depois de um semestre examinando as premissas e proposições contemporâneas para uma psicopatologia psicanalítica retomaremos nosso seminário abordando a Histeria como Paradigma Clínico em Psicanálise. Revisitando o processo de extinção social e de expurgo clínico desta modalidade de sofrimento retomaremos nossas indagações sobre a epistemologia e ontologia da psicopatologia psicanalítica.
São quatro encontros em março, dias 05, 12, 19 e 26, sempre às quintas feiras, das 12:30 às 14:00, na sala 21 do Bloco de Aulas do Instituto de Psicologia da USP.
Aberto, Público e Gratuito.
Inscrições com Mika pelo whatsap: (11) 94119-1932
Sextas-feiras
Uma escrita que conduz ao silêncio: do discurso à sexuação
Coordenador: Leonardo Assis
Quinzenalmente, das 10 às 12h
Farei uma verificação sobre as incidências do silêncio na prática analítica. Essa trajetória implicará o desdobramento das formalizações empreendidas por Lacan sobre as consequências da passagem ao ato de analista: da extração da lógica do fantasma 1966, passando pela radicalidade do discurso analítico e a sexuação como escrita quântica da autorização de si-mesmo, até a circunscrição sem precedentes do silêncio como semblante de dejeto na Conferência de Massachussetts, em 1975. Para tal exercício, recorrerei às “mots de passe” fornecidas pelos chamados passadores do silêncio: Cristóbal Balenciaga, Maurice Blanchot, Yves Saint Laurent, Marguerite Duras e Samuel Beckett.
Modalidade: presencial, on-line exclusivamente para participantes que não estiverem na cidade de São Paulo
Contato: leonalopes85@gmail.com
Datas: 06/03, 20/03, 10/04, 24/04, 08/05, 22/05, 12/06, 28/08, 11/09, 25/09, 09/10, 23/10 e 06/11
O trauma e seus destinos, a partir de testemunhos literários e artísticos
Coordenadora: Samantha Abuleac
Colaboradora: Beatriz Chnairderman
Primeira e terceira sexta-feira do mês, das 14:30 às 16h
A proposta deste seminário é tomar os testemunhos como fontes que nos ensinam sobre o traumático e seus destinos e fazem equivocar nosso saber. Neste ano leremos testemunhos de vítimas das ditaduras latino-americanas especialmente.
Há ainda outra vertente do seminário: visitar e interpretar os textos freudianos e lacanianos que se ocuparam do traumático.
Os estudos de Seligmann- Silva, Shoshana Felman, Dori Laub e Marianne Hirsch são referências nesta pesquisa.
Modalidade: híbrida
Contato: sabuleac@gmail.com
Início: 6 de março
A Interface palavra-corpo
Coordenador: Roberto Propheta
Segunda e quarta sexta-feira do mês, das 14h15 às 16h
Se tanto retornamos, ainda, a Freud, é que de suas fontes ainda colhemos psicanálise nascente. E se o fazemos depois de Lacan, é que com ele desejamos desse retorno uma nova revolução às fundações freudianas da psicanálise. Ao pé da letra.
Modalidade: híbrida
Início: 13 de março
Sábados
Tomar a palavra: enlace do falasser?
Coordenação: Beatriz Oliveira
Mensal, aos sábados, das 10:30h às 12:30h
Proposta: A questão que deu início para este Seminário parte deste ponto original: como se dá esse enlaçamento entre o vivo e a linguagem ou, entre Simbólico, Imaginário e Real, ou ainda, entre gozo, corpo e significante? Em 2026 terminaremos o estudo do Seminário XX- Mais Ainda. Estamos entendendo que, para avançar com essa questão que deu início ao Seminário, será necessário acompanharmos a introdução dos conceitos de substância gozante, moterialismo e lalíngua presentes neste Seminário de Lacan.
Modalidade: híbrida
Datas: 22/08, 19/09, 24/10 e 14/11.
O seminário não será oferecido no primeiro semestre de 2026
Política de Cotas
Leia sobre nossa política de cotas
O Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo pratica medidas afirmativas através de uma política de cotas, que tem por intento incluir nas Formações Clínicas pessoas pertencentes a grupos marginalizados, aumentar a diversidade em nosso campo e diminuir os efeitos danosos de uma história de desigualdade de oportunidades marcada por raça, classe, gênero e território em nosso tecido social. Orientados pela ética da psicanálise e pelo discurso analítico não podemos deixar de escutar as urgências sociais de nosso tempo e suas singularidades.
A política de cotas abrange cotas raciais (pessoas negras, pardas, indígenas), cotas para PCDs, cotas para pessoas trans, cotas para aquelxs que se autodeclaram advindos de contextos de vulnerabilidade socioeconômica.
Para ingressar através dessa política, o aspirante às Formações Clínicas deve passar por uma entrevista, que visa escutar o desejo e a implicação do sujeito. Essa entrevista será repetida anualmente a fim de acompanhar sua formação, suas dificuldades e seus avanços.

